O Calçadão Salvador Isaia, maior centro comercial de Santa Maria, deve levar cerca de um ano para ficar pronto. Este é o prazo estipulado pela ordem de serviço assinada entre prefeitura e Construtora Continental, que é de Porto Alegre, na sexta-feira. Enquanto isso, o canteiro de obras segue de pé. As investidas fazem parte do projeto de revitalização do espaço.
No sábado, foram colocados tapumes adesivados com imagens de como o lugar deve ficar depois de pronto. Nesta segunda-feira, a adesivação continua e homens trabalham na área cercada pelos tapumes. Conforme o Executivo municipal, além da retirada de paralelepípedos, também estão previstos serviços preliminares na rede pluvial, na infraestrutura para tráfego de pedestres e de veículos de salvamento, nas instalações dos mobiliários, na rede elétrica e no paisagismo.
A obra deve ser dividida em duas etapas. Na primeira etapa, será executado o serviço somente na parte central do Calçadão, deixando as laterais, proximidades às lojas, livres aos pedestres. Já em andamento, o espaço para caminhar próximo aos tapumes é estreito, para um local que, mesmo em obras, segue movimentado. Nestas trechos conseguem passar duas ou três pessoas. Ainda pela manhã, quando terminava de ser adesivado, o espaço reduzia ainda mais, e era preciso se espremer para duas pessoas passarem. Enquanto a reportagem do Diário estava no local foram presenciadas situações onde pessoas se batiam, ou pisavam nos pés, devido a dificuldade em passar ou por pressa.
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Na segunda etapa, os serviços serão focados nestas laterais e, por fim, será feita a implementação do paisagismo.
As obras que prometem modernizar e tornar o Calçadão mais atrativo ainda dividem opiniões. Para o aposentado Luís Loureço, 75, seria melhor apenas consertar as calçadas, sem precisar de paisagismo.– Seria mais necessário investir em creches e na alimentação das crianças que não tem o que comer nas vilas – disse.
Segundo o proprietário de uma loja de calçados, Alex França Bandeira, 43, a revitalização é um mal necessário:– Nós sabíamos que o Calçadão precisava de uma repaginação. Temos uma expectativa muito boa de que valorize o local para os comerciantes que conseguiram sobreviver a pandemia.
Em outra loja, a reclamação é quanto a poeira que a obra levanta e os detritos que ficaram desde o começo da obra.– Não temos muitas expectativas de como vai ficar. Depois que a atenção da obra foi para a outra ponta do Calçadão, nosso movimento aumento. Todo dia de manhã, o primeiro serviço é varrer e tirar o pó das prateleira – criticou a gerente Isabella Nunes, Iop, de 23 anos.
Nesta fase, o município deve investir cerca de R$ 3.6 milhões, que somados as fases interiores, já ultrapassa os R$ 5 milhões. Este valor é 10 vezes maior que o orçamento inicial.
Gabriel Marques, [email protected]
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