Com prazo de um ano para ser finalizado, recomeçam as obras de revitalização do Calçadão de Santa Maria

Gabriel Marques

Com prazo de um ano para ser finalizado, recomeçam as obras de revitalização do Calçadão de Santa Maria
Foto: Eduardo Ramos (Diário)

O Calçadão Salvador Isaia, maior centro comercial de Santa Maria, deve levar cerca de um ano para ficar pronto. Este é o prazo estipulado pela ordem de serviço assinada entre prefeitura e Construtora Continental, que é de Porto Alegre, na sexta-feira. Enquanto isso, o canteiro de obras segue de pé. As investidas fazem parte do projeto de revitalização do espaço.

No sábado, foram colocados tapumes adesivados com imagens de como o lugar deve ficar depois de pronto. Nesta segunda-feira, a adesivação continua e homens trabalham na área cercada pelos tapumes. Conforme o Executivo municipal, além da retirada de paralelepípedos, também estão previstos serviços preliminares na rede pluvial, na infraestrutura para tráfego de pedestres e de veículos de salvamento, nas instalações dos mobiliários, na rede elétrica e no paisagismo.

A obra deve ser dividida em duas etapas. Na primeira etapa, será executado o serviço somente na parte central do Calçadão, deixando as laterais, proximidades às lojas, livres aos pedestres. Já em andamento, o espaço para caminhar próximo aos tapumes é estreito, para um local que, mesmo em obras, segue movimentado. Nestas trechos conseguem passar duas ou três pessoas. Ainda pela manhã, quando terminava de ser adesivado, o espaço reduzia ainda mais, e era preciso se espremer para duas pessoas passarem. Enquanto a reportagem do Diário estava no local foram presenciadas situações onde pessoas se batiam, ou pisavam nos pés, devido a dificuldade em passar ou por pressa.

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Na segunda etapa, os serviços serão focados nestas laterais e, por fim, será feita a implementação do paisagismo.

As obras que prometem modernizar e tornar o Calçadão mais atrativo ainda dividem opiniões. Para o aposentado Luís Loureço, 75, seria melhor apenas consertar as calçadas, sem precisar de paisagismo.– Seria mais necessário investir em creches e na alimentação das crianças que não tem o que comer nas vilas – disse.

Segundo o proprietário de uma loja de calçados, Alex França Bandeira, 43, a revitalização é um mal necessário:– Nós sabíamos que o Calçadão precisava de uma repaginação. Temos uma expectativa muito boa de que valorize o local para os comerciantes que conseguiram sobreviver a pandemia.

Em outra loja, a reclamação é quanto a poeira que a obra levanta e os detritos que ficaram desde o começo da obra.– Não temos muitas expectativas de como vai ficar. Depois que a atenção da obra foi para a outra ponta do Calçadão, nosso movimento aumento. Todo dia de manhã, o primeiro serviço é varrer e tirar o pó das prateleira – criticou a gerente Isabella Nunes, Iop, de 23 anos.

Nesta fase, o município deve investir cerca de R$ 3.6 milhões, que somados as fases interiores, já ultrapassa os R$ 5 milhões. Este valor é 10 vezes maior que o orçamento inicial.

Gabriel Marques, [email protected]

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